Em Samhain, o
Festival do retorno da Morte, os portões dos mundos se abrem e a Deusa
transforma-se na Velha Sábia, a Senhora do Caldeirão, e o Deus é o Rei da Morte
que guia as almas perdidas através dos dias escuros de Inverno.
Em Yule, a escuridão
reina como se estivéssemos no caldeirão da Deusa. Assim, o Rei das sombras
transforma-se na Criança da Promessa, o Filho do sol, que deverá nascer para
restaurar a Natureza.
Em Candlemas, a luz
cresce, o Deus nascido em Yule se manifesta com todo seu vigor, e a Criança da
Promessa cresce com a vitalidade e é festejada, pois os dias tornam-se
visivelmente mais longos e renova-se a esperança.
Em Ostara, luz e
sombras são equilibradas. A luz da vida se eleva e o Deus quebra as correntes do
inverno. A Deusa é a Virgem e o Deus renascido é jovem e vigoroso. O amor
sagrado da Deusa e do Deus é a promessa do crescimento e da fertilidade.
Em Beltane, a Deusa
se transforma em um lindo Cervo Branco e o jovem Deus é o Caçador alado. Ao ser
perseguida pela floresta, o Cervo Branco se transforma em uma linda mulher, e
assim Eles se unem e a sua paixão sustenta o mundo.
Chega então Litha, a
Deusa é a Rainha do Verão e o Deus, um homem de extrema força e virilidade. O
Sol começa a minguar e o Deus começa a seguir rumo ao País de Verão. A Deusa é
pura satisfação e demonstra isso através das folhas verdes e das lindas flores
do verão.
Em lammas, a Deusa dá
a luz e o Deus novamente morre pela Deusa. A Deusa precisa de sua energia de
vida para que a vida possa crescer e prosseguir. O Deus se sacrifica para que a
humanidade seja nutrida, mas através do grão Ele renasce. No ápice de sua
abundância, ele retira através Dela.
Em Mabon, as luzes e
as trevas se equilibram novamente; porém o Sol começa a minguar mais
rapidamente. O Deus torna-se então o Ancião, o Senhor das Sombras.
Chega novamente
Samhain e então o ciclo recomeça, e assim tudo retorna à Deusa. Assim sempre
foi e será!
Fonte: Devocionário Wiccano
