"Então ouça com
atenção. Neste mundo, a Deusa é vista na lua, aquela que brilha na escuridão,
aquela que traz a chuva que move as marés, a senhora dos mistérios. E, enquanto
a lua cresce e míngua e anda três noites no ciclo da escuridão, diz-se que a
Deusa certa vez passou três noites no reino da morte." - Extrato do Livro de Egeria e Numa. Sétimo
Encontro.
Regida pela Deusa em
seu aspecto de Senhora do Submundo, a Lua Nova traz reflexão e o poder de
confrontarmos nossos medos e sombras. Ela é a conhecedora dos mistérios da Vida
e da Morte, aquela que traz o renascimento no calor de seu abraço através do
frio do túmulo.
Trata-se de um aspecto da divindade que temos dificuldade em
compreender, enquanto seres humanos, pois ela nos lembra de nossa mortalidade e
finitude. No entanto, é exatamente na sombra que se faz a luz, o fim que abre a
porta de um novo começo. Essa dança entre criar e destruir, esse ritmo, é
sempre perfeito.
Aproxime-se do altar
e após saudar os Deuses, ore:
“Grande Deusa, Grande
Deus, senhores da vida e da morte, juízes de atos claros
e ocultos, onipotentes, o mais sagrados, de esplêndidas honras, que gozemos
sempre de vossas consolações no fim da jornada”.
“Ó Afável Deusa, tu sempre nutres tudo e matas
tudo também. Escutai, ó abençoada Deusa, ajuda-me para que não mais me entregue
à aflição, à tristeza e à ansiedade, nem permita que os desgostos me atormentem
ou as coisas desagradáveis da vida me inquietem, afastando cada sombra da minha
vida, iluminando todas as minhas estações...”.
Então ofereça o justo
sacrifício aos Deuses:
“Aceitem essa oferta,
Senhor e Senhora, e sejam sempre favoráveis e gentis para comigo, minha família
e os de minha casa. Todo o poder e honra pertence a vós, bênçãos”.
Fonte: Devocionário
Wiccano

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